ROGUE ONE: STAR WARS NUNCA ANTES VISTO!



Este filme com certeza é um marco para a cultura pop, um triunfo que não apenas nos desperta o sentimento virtuoso da nostalgia mas como também o transcende. Rogue One é um exemplo de que uma obra consagrada e rica dentro do seu universo pode atingir dimensões maiores que possamos digerir e imaginar.

O filme é dirigido pelo cineasta  Gareth Edwards (Monstros, Godzilla) que é um fã convicto da saga, aqui ele está à vontade, revisitando este universo de uma forma bem mais humana, subvertendo tudo aquilo que faz dela uma das mais lucativas e vindouras obras da cultura pop. Aqui não vemos a filosofia Jedi como a conhecemos, a Força está presente mas de uma forma religiosa menos palpável e mais espirituosa.

Rogue One é o filme mais político da saga, aqui não vemos toda aquela didática cansativa de George Lucas na trilogia recente em relação às políticas Jedi's e sua ligação com o conselho que rege o sistema vigente do universo Star Wars, vemos aqui como agem os rebeldes e toda ambiguidade moral que nasce dentro de uma revolução. As personagens possuem camadas e personalidades moldadas pelo idealismo que se transforma de algo utópico para as relações do mal necessário. A revolução é mostrada de uma forma crua e com atitudes moralmente questionáveis.

Em toda sua magnitude, entre efeitos visuais espetaculares e locações fiéis que remetem o universo de Star Wars, vemos uma estória que fecha lacunas e emendam pontas soltas deixadas pelo primeiro Star Wars de 1977, se existissem algumas dúvidas incômodas que diminuía a experiência de assistir ao primeiro Star Wars neste filme elas são magistralmente respondidas. O filme também é uma perfeita transição da trilogia  do início dos anos 2000 para a clássica.




Rogue One pode ser considerado um Space Opera de guerra, um filme assim só visto antes no brilhante Tropas Estrelares de Paul Verhoeven. A guerra é mostrada como algo sujo, sem sentido e cruel. As perdas são reais, os conflitos são cruéis, realmente o filme nos pucha para dentro de si e sentimos toda a angustia das mortes, da carnificina e dos ideais sem sentido em nome da liberdade. Logicamente não veremos violência gratuita mas a sentimos de forma crível.

O filme é ousado por trazer a vida personagens da trilogia original, este filme reviveu Peter Cushing na pele do Governador Tarkin, os efeitos em CGI que o traz de volta é bem perceptível mas e daí? É o Peter Cushing! Isso não me incomodou nem um pouco. Darth Vader também está no filme de uma forma nunca antes vista, sentimos o vilão que ele é, sua presença é quase onipresente, é sombria e espetacularmente poderosa.

Enfim, este filme é uma ode ao cânone Star Wars, uma obra emocionante para os fãs, uma obra-prima do subgênero Space Opera, um filme obrigatório para se entender o cânone do universo Star Wars e nostálgico como nada mais poderia ser.

Muito obrigado por isso, Gareth Edwards.




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About leandro godoy

Sou o criador, editor chefe e escritor do site Cinema e Fúria. Gosto dos mais malucos exploitations, aos cultuados filmes de arte até ao mainstream do cinemão pipoca. Meus outros interesses são: odontologia, literatura e música.
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